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Chave de acesso do CT-e e do MDF-e: o que significa e como consultar

A chave de acesso do CT-e e do MDF-e é um número de 44 dígitos que identifica o documento de forma única. Cada trecho dele tem um significado fixo: estado e mês de emissão, CNPJ do emitente, modelo, série, número, forma de emissão, um código aleatório e um dígito verificador.
Com a chave em mãos, qualquer pessoa consulta o documento nos portais oficiais e vê se ele está autorizado, cancelado ou, no caso do MDF-e, encerrado. Este guia mostra a composição da chave, um exemplo fictício decomposto e o passo a passo da consulta.
O que é a chave de acesso
A chave é gerada pelo emitente a partir dos dados do próprio documento. Ela aparece impressa no DACTE e no DAMDFE, em texto e em código de barras, e é o dado que o fisco, o embarcador e o motorista usam para localizar o documento.
No XML, a chave vai no atributo de identificação do documento, precedida das letras “CTe” ou “MDFe”. Por isso, nesse atributo, o texto tem 47 caracteres, mas a chave em si tem 44.
As 44 posições, parte por parte
A estrutura é a mesma nos dois documentos, conforme o Manual de Orientações ao Contribuinte (MOC) do CT-e 4.00 e do MDF-e 3.00:
| Posições | Campo | O que é |
|---|---|---|
| 1 a 2 | cUF | código IBGE da UF do emitente |
| 3 a 6 | AAMM | ano e mês de emissão |
| 7 a 20 | CNPJ ou CPF | documento do emitente (14 posições) |
| 21 a 22 | modelo | 57 para CT-e, 58 para MDF-e |
| 23 a 25 | série | série do documento |
| 26 a 34 | número | número do documento, com zeros à esquerda |
| 35 | tpEmis | forma de emissão (normal, contingência etc.) |
| 36 a 43 | código numérico | número aleatório gerado pelo emitente |
| 44 | DV | dígito verificador |
O CT-e tem outros modelos além do 57: o CT-e OS usa 67 e a GTV-e usa 64. O código numérico existe para evitar que alguém adivinhe a chave de um documento alheio.
Como se calcula o dígito verificador
O dígito verificador (DV) é calculado pelo módulo 11, com pesos de 2 a 9 aplicados da direita para a esquerda sobre os 43 primeiros dígitos. Quando o resto da divisão por 11 é 0 ou 1, o DV é 0. Nos demais casos, o DV é 11 menos o resto.
Se o DV não confere, a SEFAZ rejeita a emissão. É por isso que erro de digitação de chave é fácil de detectar: um dígito trocado quase sempre invalida o DV. Você pode conferir códigos de rejeição na consulta de rejeições de CT-e e MDF-e.
Exemplo de chave fictícia decomposta
A chave abaixo é fictícia, criada só para este exemplo, com CNPJ de teste e sem relação com nenhum documento real:
35261011222333000181570010000012341123456784
- 35: São Paulo;
- 2610: emitido em outubro de 2026;
- 11222333000181: CNPJ do emitente;
- 57: modelo CT-e;
- 001: série 1;
- 000001234: CT-e número 1234;
- 1: emissão normal;
- 12345678: código numérico;
- 4: dígito verificador, calculado pelo módulo 11 sobre os 43 dígitos anteriores.
CNPJ alfanumérico e a chave
O CNPJ passa a poder ter letras nas 12 primeiras posições, e os dois dígitos verificadores continuam numéricos. A Nota Técnica conjunta dos DF-e sobre CNPJ alfanumérico, publicada na versão 1.00 em maio de 2025, cobre o CT-e e o MDF-e.
Para a chave, isso significa que as letras só aparecem dentro do trecho do CNPJ. No cálculo do DV, cada caractere é convertido pelo código ASCII menos 48, então a letra A vale 17, a B vale 18, e assim por diante. Números continuam com o próprio valor. Por isso, a chave não deve ser guardada como número no sistema, e sim como texto. Veja mais no texto sobre o CNPJ alfanumérico.
Como consultar um CT-e
A consulta pública do CT-e fica no Portal Nacional do CT-e. Você informa a chave de acesso de 44 dígitos e responde a um captcha. A página mostra a situação do documento e um resumo dos dados.
Para entender como o documento chega à autorização, leia o caminho de um CT-e.
Como consultar um MDF-e
O Portal Nacional do MDF-e tem consulta pública pela chave de acesso. O rodapé do portal informa que a consulta exige captcha, login gov.br ou certificado digital. As regras de acesso mudam com o tempo, então vale conferir na própria tela.
A consulta funciona apenas pela chave. Não dá para buscar o manifesto pelo número da nota fiscal. Por isso, o motorista deve ter a chave ou o DAMDFE sempre acessível, como explicamos em o que é MDF-e.
O que significam autorizado, cancelado e encerrado
- Autorizado: a SEFAZ aprovou o documento e ele tem validade jurídica. É a situação normal de um CT-e ou MDF-e em uso.
- Cancelado: o emitente cancelou o documento por meio de um evento. Um documento cancelado não vale para o transporte nem para a escrituração.
- Encerrado (só MDF-e): o manifesto foi finalizado ao fim da viagem, por evento de encerramento. Manifesto esquecido aberto depois do fim da viagem é um problema operacional, como mostramos no texto sobre encerramento do MDF-e.
Cancelamento, encerramento e outros atos aparecem como eventos ligados à chave. No CT-e, há também eventos como a carta de correção e a prestação de serviço em desacordo, explicada em desacordo de CT-e. Os prazos de cada evento estão no MOC e podem mudar, por isso confira a versão vigente antes de fixar uma regra interna.
Distribuição de DF-e
Além da consulta manual, existe um serviço oficial de distribuição de documentos fiscais eletrônicos aos interessados, descrito em nota técnica publicada no portal do CT-e. Sistemas de gestão usam esse serviço para receber automaticamente os documentos em que a empresa aparece como parte. Quem faz consulta chave a chave, no portal, só consegue acompanhar um documento por vez.
A opinião da Growth Log
Na nossa visão, consultar chave no portal deve ser exceção, não rotina. Quando a transportadora depende de alguém abrir o portal e digitar 44 dígitos para saber se um manifesto está aberto, o erro de digitação e o esquecimento viram regra.
O caminho melhor é validar a chave no momento da entrada do dado, guardar como texto e acompanhar a situação por integração. Assim, o CT-e cancelado e o MDF-e sem encerramento aparecem antes de virar multa ou bloqueio.
Como um TMS ajuda
No Growth Log, o módulo de documentos fiscais guarda a chave de cada CT-e e MDF-e, mostra a situação autorizada, cancelada ou encerrada e liga cada documento à viagem. Veja o módulo de documentos fiscais ou agende uma demonstração.
Perguntas frequentes sobre chave de acesso do CT-e e do MDF-e
Quantos dígitos tem a chave de acesso do CT-e e do MDF-e? Tem 44 posições, com a mesma estrutura nos dois documentos. A diferença está no modelo: 57 para CT-e e 58 para MDF-e.
Como saber se um CT-e foi cancelado? Consulte a chave no Portal Nacional do CT-e. A situação do documento aparece na consulta pública, após o captcha.
Dá para consultar MDF-e pelo número da nota fiscal? Não. A consulta pública é feita pela chave de acesso do próprio MDF-e.
A chave de acesso muda com o CNPJ alfanumérico? Continua com 44 posições. As letras só aparecem no trecho do CNPJ, e o cálculo do dígito verificador converte cada caractere pelo código ASCII menos 48.
Fonte: Portal Nacional do CT-e e Portal Nacional do MDF-e (SVRS), MOC do CT-e 4.00 e do MDF-e 3.00b, Nota Técnica conjunta dos DF-e sobre CNPJ alfanumérico (versão 1.00, 2025) e Nota Técnica 2015.002 (distribuição de DF-e).


