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Roubo de cargas no Rio cai 47% em setembro, mas o ano segue estável

Ilustração com escudo com cadeado e caixa de mercadoria sobre fundo bege, representando a segurança contra o roubo de cargas

O estado do Rio de Janeiro teve 96 roubos de carga em setembro de 2026, o menor número mensal do ano, segundo a série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP). Na base atual do instituto, setembro de 2025 havia somado 181 casos, o que representa uma redução de 47% na comparação anual. Os dados foram repercutidos pela imprensa do setor nesta quarta-feira (21).

A queda mensal, porém, não muda muito o balanço de 2026. De janeiro a setembro, o ISP contabiliza 2.131 ocorrências no estado, apenas 1,4% abaixo das 2.161 registradas nos nove primeiros meses de 2025.

Ano começou em alta e virou a partir de maio

A série mensal do ISP explica por que o acumulado quase não se mexe. Entre janeiro e abril, o estado registrou 1.377 roubos de carga, cerca de 32% a mais que no mesmo quadrimestre de 2025, com pico de 400 casos em março. De maio a setembro, o movimento se inverteu: foram 754 ocorrências, contra 1.118 um ano antes.

Agosto já indicava a tendência, com 134 casos ante 182 no mesmo mês de 2025, recuo de 26%. Segundo o portal Transporte Moderno, porém, o levantamento do programa Carga Blindada, do Sindicarga, aponta que o valor das mercadorias levadas naquele mês subiu 61%, de R$ 10,55 milhões para R$ 16,99 milhões. Para o presidente do sindicato, Filipe Coelho, as quadrilhas passaram a escolher caminhões com carga de maior valor.

Prejuízo de R$ 314 milhões em 2025 e foco nas vias expressas

A referência mais recente de custo é da Firjan, que estimou em R$ 314 milhões o prejuízo direto com roubo de carga no estado em 2025, ano com 3.114 ocorrências, ou cerca de oito caminhões por dia. A federação aponta forte concentração: 52,8% dos registros ficaram em 8 das 137 áreas policiais, ao longo da BR-040, da BR-101 (Avenida Brasil) e da BR-116 (Dutra).

Em setembro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo fluminense passaram à fase de execução de um acordo de cooperação para proteger os corredores logísticos, com foco na Avenida Brasil, nas linhas Vermelha e Amarela e nos acessos ao porto e ao Aeroporto Tom Jobim. Segundo a Transporte Moderno, a operação nas ruas começou em 6 de outubro e, portanto, ainda não aparece nos números de setembro.

O que muda para a transportadora

Um mês de queda não justifica afrouxar regras de gerenciamento de risco nas rotas fluminenses, já que o ano segue praticamente empatado com 2025 e a perda por ataque parece maior. Vale manter escolta, rastreamento e restrição de horário nos trechos da Avenida Brasil, da Washington Luís e da Dutra, e conferir se o plano de gerenciamento de risco exigido pela seguradora acompanha o valor real das cargas que passam pelo Rio.

A queda também pode ser argumento na renovação da apólice, desde que a transportadora tenha histórico próprio de sinistros e averbações em ordem para mostrar. O guia de seguro de carga e o post sobre como reduzir o risco de roubo reúnem as medidas que mais pesam nessa conversa.

Fonte: Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) e Firjan, com informações de Transporte Moderno.

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