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Petrobras prevê importar 125 mil barris de diesel por dia em novembro

Ícones de bomba de combustível e navio sobre fundo verde-claro, ilustrando a importação de diesel pela Petrobras

A Petrobras encomendou cerca de 600 milhões de litros de diesel importado para novembro, o equivalente a 125 mil barris por dia. A informação foi dada pela diretora de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano, em entrevista à agência Reuters publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo a executiva, a compra externa serve para recompor os estoques depois das paradas programadas em refinarias, entre elas a Rnest, em Pernambuco, e a Repar, no Paraná. “A importação para novembro é uma recomposição de estoques”, afirmou Laureano à agência.

Volume acima da média do ano

O pedido de novembro fica um pouco abaixo dos 650 milhões de litros comprados para outubro, mas segue acima do ritmo médio de 2026. De acordo com os dados da companhia citados pela Reuters, a Petrobras importou em média 110 mil barris por dia no terceiro trimestre e 103 mil barris por dia nos nove primeiros meses do ano.

Para dezembro, Laureano disse que a estatal não deve trazer diesel de fora. Segundo a reportagem, o consumo costuma desacelerar no último mês do ano com o fim do plantio da safra de verão, e hoje o Brasil depende de importações para cobrir perto de 30% da demanda pelo combustível.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), ouvida pela agência, estima que o volume da Petrobras para novembro corresponde a 48% dos contratos de importação já fechados para o mês. A entidade avalia que o risco de falta do produto é muito baixo, mas aponta que o preço interno abaixo da cotação externa tem afastado os importadores privados.

Preço na bomba segue em alta

A importação reforçada chega num momento de diesel caro nos postos. No levantamento semanal da ANP, o preço médio do diesel S-10 no país passou de R$ 6,88 por litro na semana de 30 de agosto a 5 de setembro para R$ 7,31 na semana de 25 a 31 de outubro, alta de 6,3% em dois meses.

No mesmo intervalo, o diesel comum (S-500) saiu de R$ 6,47 para R$ 7,00, avanço de 8,2%. O fechamento de outubro com o diesel a R$ 7 ou mais já mostrava esse patamar, alcançado mesmo com a subvenção de R$ 2,12 por litro renovada para novembro.

O que muda para a transportadora

A fala da Petrobras sinaliza que a estatal se preparou para atender a demanda de novembro mesmo com refinarias saindo de manutenção, o que reduz o receio de falta do produto nas bases. O preço, porém, depende da cotação internacional, do câmbio e da continuidade da subvenção, fatores que a compra de navios não resolve. Por isso vale manter a cláusula de reajuste por diesel nos contratos de frete e revisar a tabela enquanto o S-10 seguir acima de R$ 7,30 por litro.

Também ajuda acompanhar o custo por quilômetro de cada rota com o consumo real de cada caminhão, para saber quanto da alta já comeu a margem antes de negociar com o embarcador. Para entender o peso das compras externas no abastecimento, veja ainda o balanço da produção recorde de diesel no terceiro trimestre.

Fonte: Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP e entrevista de Angélica Laureano, diretora da Petrobras, com informações da agência Reuters.

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