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Diesel fecha outubro a R$ 7 ou mais: S-10 a R$ 7,31 e comum a R$ 7,00

O diesel terminou outubro custando R$ 7 ou mais por litro nos postos do país, nas duas versões vendidas para caminhões. Pela série semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o S-10 fechou a semana de 25 a 31 de outubro com média de R$ 7,31, e o diesel comum (S500) ficou em R$ 7,00.
O retrato do mês é de preço estável em nível alto para o S-10 e de alta leve, com oscilação, para o comum. O diesel comum, que bateu R$ 7 em outubro, saiu de R$ 6,90 na semana encerrada em 3 de outubro e chegou a R$ 7,00 na última leitura, avanço de cerca de 1,4%.
O que mostram os números da ANP
O salto do S-10 ocorreu em setembro. Na primeira semana daquele mês, o litro custava em média R$ 6,88 e, semana após semana, chegou a R$ 7,33 no fim de setembro.
Em outubro, o S-10 oscilou entre R$ 7,36 e R$ 7,31, com pequenos recuos nas três últimas semanas. A queda acumulada no mês foi de poucos centavos, insuficiente para devolver o aumento de setembro.
No intervalo de um ano, a diferença é grande. Na última semana de outubro de 2025, o S-10 saía por R$ 6,05, o que deixa o litro atual quase 21% mais caro, e o comum, que valia R$ 5,98, acumula alta de cerca de 17%.
A síntese semanal da ANP também mostra quanto do preço vai para o imposto estadual. Na semana de 18 a 24 de outubro, o ICMS respondia por R$ 1,17 de cada litro de S-10, porque o tributo é cobrado em valor fixo por litro, e não em percentual.
ICMS sobe em fevereiro
O valor fixo do imposto já tem data para mudar. O Convênio ICMS 128/2026, publicado no Diário Oficial da União em 28 de outubro, leva o ICMS do diesel de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro a partir de 1º de fevereiro de 2027.
São R$ 0,13 a mais por litro, que tendem a chegar à bomba se não houver compensação em outra parte da cadeia. Sobre o preço atual do S-10, a diferença equivale a cerca de 1,8%.
O que muda para a transportadora
Com o S-10 acima de R$ 7,30 desde o fim de setembro, o aumento deixou de ser pontual e já pesa no custo por quilômetro dos últimos dois meses. Quem ainda não repassou a alta ao frete pode usar o fechamento de outubro como base da negociação, mostrando ao embarcador a distância entre o preço de hoje e o vigente quando o contrato foi assinado.
Contratos sem cláusula de gatilho do diesel merecem revisão agora, com percentual de variação e índice de referência definidos por escrito, como a própria série semanal da ANP. O reajuste do ICMS em fevereiro também precisa entrar nas propostas que vencem no começo do ano, para que a transportadora não absorva sozinha mais uma alta.
Fonte: ANP, série histórica e síntese semanal de preços e Diário Oficial da União (Despacho Confaz nº 50/2026).


