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DNIT fecha ponte do Guaporé na BR-174B em MT por tempo indeterminado

Capa com dois ícones lado a lado: uma ponte com sinal de bloqueio e uma balsa sobre a água, representando a travessia alternativa do Rio Guaporé

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) proibiu todo o tráfego de veículos de passageiros e de cargas na Ponte Milton Guilherme, sobre o Rio Guaporé, no km 80,30 da BR-174B, na entrada de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). A medida vale por tempo indeterminado e consta da Portaria nº 5.171, assinada em 15 de outubro pelo superintendente regional do órgão em Mato Grosso e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19).

Pela portaria, veículos abaixo de 30 toneladas passam a atravessar o rio por uma ponte de madeira, e os que superam esse peso dependem de balsa. Segundo o portal Canal Diário, a interdição total começou na prática na sexta-feira (16), e um morador relatou ao portal fila de carretas desde o fim de semana.

Por que a ponte foi fechada

O texto publicado no DOU aponta recalque diferencial em dois pórticos da ponte, causado por capacidade geotécnica insuficiente do solo. O órgão também registra que a cheia do rio no período chuvoso impede as obras na estrutura, o que pode prejudicar o acesso da região ao resto de Mato Grosso.

O problema não é novo. A situação de emergência no trecho já havia sido ratificada pela Portaria nº 2.345, de maio de 2026, e a nova norma revoga a Portaria nº 3.922, de junho de 2025. Em setembro de 2025, segundo o portal Olhar Direto, o DNIT já havia barrado a passagem de composições com peso bruto total combinado acima de 30 toneladas e anunciado a balsa e a ponte provisória de madeira como saída.

Não há data para a liberação da ponte de concreto. O DNIT não divulgou prazo da recuperação nem rota rodoviária alternativa com quilometragem adicional; a travessia pelas estruturas provisórias é, hoje, o único caminho previsto na portaria.

Fila e safra pressionam a travessia

Segundo o Canal Diário, um morador relatou que havia caminhões parados desde sábado (17) e que a balsa, que leva uma carreta por vez, não estava operando quando ele gravou o vídeo, no domingo (18). O portal não encontrou comunicado oficial do DNIT sobre paralisação da balsa, e o órgão diz que vai informar a operação das estruturas provisórias em seus canais.

O momento agrava o gargalo. Para o morador ouvido pelo portal, a fila reúne adubo e semente a caminho das lavouras, em plena safra. Como a própria portaria atribui o atraso das obras à cheia do Guaporé, a travessia provisória tende a durar ao menos até o fim do período chuvoso.

O descumprimento da proibição sujeita o condutor às penalidades do art. 51 da Resolução nº 11/2022 do DNIT e do Código de Trânsito Brasileiro, conforme o art. 3º da portaria. O texto ainda prevê que casos omissos sejam tratados individualmente pelo DNIT.

O que muda para a transportadora

Quem tem frete para Vila Bela ou para as fazendas do outro lado do Guaporé precisa separar a carga pelo peso. Composições acima de 30 toneladas, como bitrens e carretas carregadas, ficam presas à balsa, com capacidade limitada e espera incerta; a tabela de peso por eixo ajuda a ver qual veículo cabe na ponte de madeira.

Vale renegociar prazo de entrega com o embarcador, prever diária e estadia no contrato e acompanhar as viagens em tempo real para avisar o cliente antes do atraso, como mostra o guia de torre de controle na prática. Com a safra em curso, segundo relatos da região, a programação da frota no pico deve considerar veículos menores para cargas fracionadas até a reabertura.

Fonte: Portaria DNIT nº 5.171/2026, Diário Oficial da União, com informações de Canal Diário e Blog do Caminhoneiro.

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