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Rastreador de caminhão: como funciona, tipos e o que a seguradora exige

Ícone de marcador de mapa ao lado de um satélite representando o rastreador de caminhão

Para muita transportadora, o rastreador de caminhão entrou na frota por exigência da seguradora, não por escolha. A apólice só cobre se o veículo tiver rastreamento, e o equipamento vira um custo a mais na conta.

Mas o rastreador faz bem mais do que atender a seguradora. Bem usado, ele mostra onde está cada viagem, quanto tempo o caminhão ficou parado e onde a operação está perdendo dinheiro.

Este guia explica como funciona o rastreador de caminhão, os tipos de tecnologia, o que a lei diz sobre o gerenciamento de risco e como escolher.

Como funciona o rastreador de caminhão

O rastreador é um equipamento instalado no veículo que identifica a posição por satélite, pelo GPS, e envia essa posição para uma central. A transportadora acompanha o caminhão em um sistema na internet ou no celular.

Além da posição, a maioria dos equipamentos registra velocidade, ignição ligada e desligada, abertura de portas e, conforme o modelo, botão de pânico e bloqueio do motor à distância.

Tipos de rastreador: celular, satélite e híbrido

A posição sempre vem do GPS. O que muda é como o equipamento envia a informação para a central:

  • Por rede celular: mais barato e com atualização frequente, mas perde comunicação em áreas sem sinal, comuns em rodovias do interior.
  • Por satélite: funciona em praticamente qualquer lugar, com custo maior por mensagem.
  • Híbrido: usa a rede celular quando há sinal e o satélite quando não há. É a configuração mais comum em operações de risco e rotas longas.

Muitos rastreadores guardam as posições quando estão sem comunicação e enviam tudo quando o sinal volta. Isso garante o histórico, mas não o acompanhamento em tempo real naquele trecho.

Rastreador e seguro: o que diz a lei

A Lei 11.442/2007, com a redação da Lei 14.599/2023, diz que dois seguros de contratação obrigatória do transportador, o RCTR-C, para acidentes, e o RC-DC, para roubo e desaparecimento da carga, devem estar vinculados a um Plano de Gerenciamento de Riscos, o PGR, combinado entre o transportador e a sua seguradora.

É no PGR que aparecem exigências como rastreador, tipo de tecnologia, escolta, horário de circulação e cadastro do motorista em gerenciadora de risco. Descumprir o PGR pode comprometer a cobertura em caso de sinistro.

A mesma lei permite que o contratante do frete exija medidas adicionais de gerenciamento, desde que arque com os custos delas. E, se o contratante comprar seguros extras para riscos que a apólice do transportador já cobre, não pode obrigar o transportador a cumprir o PGR desse seguro.

Os seguros obrigatórios estão explicados nos textos sobre RCTR-C e RCF-DC e sobre gerenciamento de risco.

O que o rastreador faz pela operação

  • Previsão de chegada: a posição real permite avisar o cliente sobre atraso antes de ele perguntar.
  • Tempo parado: mostra quanto tempo o caminhão esperou na doca, a base para cobrar estadia.
  • Desvio de rota e paradas fora do plano: sinal de risco de roubo ou de uso indevido do veículo.
  • Hodômetro e consumo: cruzado com os abastecimentos, ajuda a detectar desvio de combustível.
  • Comprovação: registro de passagem, chegada e permanência que serve de prova em discussão com cliente ou seguradora.

O avanço do rastreador é a telemetria, que lê dados do motor e do comportamento do motorista. Explicamos as diferenças no texto sobre telemetria, rastreamento e câmeras.

Como escolher o rastreador

  • Exigência da seguradora: comece pelo que o PGR pede, porque é ele que garante a cobertura.
  • Rotas da operação: rota com muita área sem sinal pede equipamento híbrido.
  • Integração: prefira fornecedor que entregue os dados por API, para levar a posição ao sistema da operação.
  • Central de monitoramento: veja se o fornecedor monitora 24 horas ou se só entrega o equipamento.
  • Custo total: compare instalação, mensalidade, custo por mensagem de satélite e prazo de contrato.

O erro mais comum: rastrear e não usar

Muita frota paga o rastreador e só olha o mapa quando o caminhão some. Os dados de posição, parada e tempo ficam no portal do fornecedor, separados da viagem, da cobrança e do custo.

Quando a posição chega ao sistema da operação, ela vira previsão de chegada, cobrança de estadia e controle de consumo. É aí que o rastreador se paga.

Este texto faz parte do Guia de seguro de carga e gestão de riscos, que reúne todos os artigos sobre o tema.

A opinião da Growth Log

Na nossa visão, o rastreador é o sensor mais subaproveitado da transportadora. Ele já está instalado, já está pago e já gera dado o tempo todo. O que falta é ligar esse dado à viagem.

Uma parada de quatro horas no cliente não é um ponto no mapa. É estadia a cobrar, motorista em jornada e um caminhão que deixou de rodar.

Como um TMS usa os dados do rastreador

No Growth Log, a posição dos rastreadores entra na viagem, alimentando a previsão de chegada, o controle de paradas e a torre de controle. Os dados de telemetria vão para o mesmo lugar dos abastecimentos. Veja o rastreamento da Growth Log ou agende uma demonstração.

Perguntas frequentes sobre rastreador de caminhão

Rastreador de caminhão é obrigatório? Não há obrigação geral no Código de Trânsito. Na prática, ele costuma ser exigido pelo Plano de Gerenciamento de Riscos ligado ao seguro da carga.

Qual a diferença entre rastreador por celular e por satélite? O de celular envia a posição pela rede de telefonia e perde comunicação sem sinal. O de satélite funciona em quase qualquer lugar, com custo maior. O híbrido combina os dois.

Quem define as exigências de rastreamento? O PGR, combinado entre o transportador e a seguradora. O contratante pode exigir medidas adicionais, arcando com o custo.

Rastreador e telemetria são a mesma coisa? Não. O rastreador informa posição e eventos básicos. A telemetria lê dados do motor e da condução, como consumo, rotação e frenagens.

Fonte legal: Lei 11.442/2007, art. 13, com a redação da Lei 14.599/2023.

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