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Roubo de cargas em SP cai 30,7% até agosto, menor nível desde 2001

Ícones de escudo com cadeado e caixa de carga sobre fundo verde-petróleo, ilustrando a queda do roubo de cargas em São Paulo

De janeiro a agosto de 2026, as polícias paulistas contabilizaram 1.638 roubos de carga, contra 2.363 nos mesmos oito meses de 2025, um recuo de 30,7%. O levantamento é do Setcesp, sindicato das transportadoras de São Paulo e região, feito com estatísticas da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) e divulgado em 8 de outubro.

Nesta terça-feira (27), os números voltaram ao noticiário do setor em reportagens da NTC&Logística e da Tecnologística. O total dos oito meses é o menor para o período desde 2001, ano em que começa a série histórica da SSP-SP, mas a entidade lembra que o volume ainda pesa sobre quem roda no estado.

Agosto teve o menor número da série

Em agosto foram 184 ocorrências, o equivalente a cerca de seis roubos por dia. O resultado ficou 11,1% abaixo de julho (207 casos) e 28,4% abaixo de agosto de 2025 (257 casos), e o Setcesp aponta que foi o menor volume mensal de toda a série.

Em prazos mais longos, a diferença cresce. O acumulado de 2026 está 49,5% abaixo do registrado de janeiro a agosto de 2024 (3.246 casos) e 77,5% abaixo de 2017 (7.281), o pior ano da série. Nos 12 meses encerrados em agosto, foram 2.745 roubos, contra 3.828 nos 12 meses anteriores, recuo de 28,3%.

Os percentuais que circulam variam conforme o recorte. Segundo o portal Transporte Moderno, o acumulado até julho mostrava queda de 30,9%; com agosto incluído, o número atualizado pelo Setcesp passou a 30,7%.

Para o presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, a melhora não encerra o problema. “Os números mostram que houve avanço, mas o volume de ocorrências ainda é relevante”, afirmou na divulgação. No Rio de Janeiro, o quadro também é de queda mensal, como mostrou a notícia roubo de cargas no Rio cai 47% em setembro, mas lá o acumulado do ano segue estável.

O que muda para a transportadora

Menos ocorrências não autorizam afrouxar a apólice nem o plano de gerenciamento de risco. A seguradora continua cobrando as regras combinadas, como rastreamento, checagem de motoristas e paradas em pontos autorizados, e um sinistro fora delas pode ficar sem cobertura. Por outro lado, a renovação do seguro é um bom momento para levar o próprio histórico de viagens sem ocorrência e discutir franquia, taxa e exigências.

Na operação, vale revisar os trechos e horários em que a frota fica mais exposta, como esperas na porta do cliente, pernoites e entregas urbanas na Grande São Paulo. Agendar janelas de entrega, evitar paradas fora dos pontos previstos e registrar cada desvio de rota reduz o risco e ajuda a comprovar a conduta se houver sinistro. O blog tem um roteiro prático sobre como reduzir o risco de roubo de cargas e um guia de gerenciamento de risco no transporte.

Fonte: Setcesp (dados da SSP-SP), com informações de Tecnologística.

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