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Diesel comum chega a R$ 7 e sobe 8% desde setembro; S10 fica estável

Ícones de bomba de combustível e seta de alta sobre fundo verde claro, ilustrando a alta do diesel comum

O diesel comum (S500) chegou a R$ 7,00 por litro na média nacional na semana de 11 a 17 de outubro, segundo o Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP. O valor é 8,2% maior que o de R$ 6,47 registrado na semana de 30 de agosto a 5 de setembro, e a alta se concentrou nas últimas seis semanas.

A pesquisa da agência reguladora foi feita em 1.908 postos para o S500 e em 3.141 postos para o S10. O levantamento é semanal e funciona como a referência pública do preço de bomba em todo o país.

Diesel comum sobe semana a semana

Pelos dados da ANP, o S500 passou de R$ 6,90 na semana encerrada em 3 de outubro para R$ 6,98 na seguinte e depois para R$ 7,00. Em relação à primeira semana de janeiro, quando estava em R$ 6,05, o litro acumula alta de 15,7% em 2026.

Por região, o Sul teve a maior alta do S500 no período. O preço médio local saiu de R$ 6,45 na semana de 13 a 19 de setembro para R$ 6,95 na semana mais recente, ainda um pouco abaixo da média nacional.

O S10 continua parado em outubro

O S10 segue outro ritmo. O blog mostrou em 19 de outubro que o S10 acumula alta de 20% em 2026 e ficou estável em outubro, e a nova semana da ANP mantém essa leitura: R$ 7,35, R$ 7,36 e R$ 7,34 nas três últimas coletas.

A alta do S10 aconteceu antes, em setembro, quando o litro saiu de R$ 6,88 para R$ 7,35. Com o S500 subindo agora e o S10 parado, a diferença entre os dois tipos encolheu de R$ 0,41 para R$ 0,34 por litro desde o início de setembro.

O que muda para a transportadora

Quem abastece com S500 sente o aumento agora. Um caminhão que faz 2,5 km por litro e roda 10 mil quilômetros por mês consome cerca de 4 mil litros; com R$ 0,53 a mais por litro desde o início de setembro, são perto de R$ 2,1 mil a mais por veículo no mês.

A diferença menor entre os dois tipos também reduz a vantagem de preço do S500 na hora de planejar o abastecimento. Atualize o custo por quilômetro separando os veículos por tipo de diesel e use o roteiro de repasse do diesel ao frete para levar o número ao cliente com base em dado público.

Como a ANP divulga a pesquisa toda semana, vale acompanhar a série antes de fechar tabela nova ou renegociar contrato. Uma alta que se concentra em poucas semanas, como a do S500, pode mudar a margem de uma rota inteira antes do fim do mês.

Fonte: ANP, Levantamento de Preços de Combustíveis.

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