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Free flow da Dutra entre São Paulo e Arujá fica mais caro e pico sobe

Passaram a valer à zero hora desta sexta-feira (23) as novas tarifas do pedágio eletrônico sem cancela da Via Dutra (BR-116) na Grande São Paulo, no trecho entre o km 205 e o km 230 que liga a capital a Guarulhos e Arujá. A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na Deliberação nº 298, de 16 de outubro, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na terça-feira (20).
É o primeiro reajuste do free flow da Dutra desde o começo da cobrança, em dezembro de 2025. O trecho tinha ficado de fora da correção aplicada às praças convencionais da RioSP em 1º de setembro.
Reajuste pelo IPCA e pico mais caro
A deliberação combina duas mudanças. A primeira é a correção pela inflação, com tarifa básica quilométrica de R$ 0,14024 calculada a partir da praça de Arujá e índice de reajuste que incorpora a alta de 4,44% do IPCA; na comparação com a tabela de 2025, o valor-base dos segmentos sobe cerca de 2,2%. A segunda é a revisão do Fator de Gerenciamento, o multiplicador que encarece a passagem conforme o dia e a hora.
Na tabela anexa à deliberação, o fator chega a seis vezes o valor-base em dias úteis em quatro dos sete segmentos de cobrança (SP2, SP3, RJ2 e RJ3). De madrugada, o multiplicador é 1 em todos eles, e aos sábados e domingos também fica em 1 na maior parte do trecho.
Pelas contas feitas com os valores do anexo, percorrer os quatro segmentos RJ às 17h de um dia útil soma cerca de R$ 16,18, contra R$ 3,26 entre 22h e 9h. Somar os três segmentos SP às 8h de um dia útil chega a R$ 14,32, ante R$ 2,74 na madrugada. A ANTT registra que os efeitos econômicos da revisão contam a partir de 1º de setembro, mas o usuário só paga os novos valores desde esta sexta.
Pagamento e regras de uso
As regras de pagamento não mudaram. Segundo a RioSP, quem tem tag recebe o débito automático com desconto de 5% por viagem, e quem não tem precisa quitar a passagem em até 30 dias pelo site pedagiodigital.com, pelo aplicativo da concessionária ou nos totens das bases de São Paulo e Arujá para evitar multa, cuja autuação cabe à ANTT. A concessionária não envia boleto.
A pista marginal continua sem cobrança. Segundo o Setcesp, quem passa pela praça de Arujá e segue na expressa não paga valor adicional, e quem desce para a marginal tem até duas horas para voltar à expressa sem nova cobrança.
O que muda para a transportadora
A deliberação não detalha valores por categoria nem por eixo, então o custo exato de cada caminhão deve ser conferido no simulador da concessionária, que o Setcesp indica para consulta prévia. Como o fator de pico agora pode sextuplicar a tarifa, o horário da passagem pela Dutra passou a pesar tanto quanto a distância: programar coletas e transferências na Grande São Paulo para a madrugada ou o fim de semana reduz o custo de forma direta. Vale revisar o vale-pedágio repassado pelo embarcador, que precisa refletir a rota e o horário reais.
Para frota sem tag, o prazo de 30 dias exige rotina de conferência das passagens por placa, já que nenhum boleto chega à empresa. O guia sobre free flow para caminhão detalha prazos e multas, e o texto sobre eixo suspenso no pedágio ajuda a contestar cobranças indevidas.
Fonte: Deliberação ANTT nº 298/2026, Diário Oficial da União e RioSP, com informações de Setcesp.


