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Petrobras produz diesel recorde no 3º tri e importação salta 518%

A Petrobras produziu em média 769 mil barris de diesel por dia no terceiro trimestre de 2026, o maior volume trimestral da sua história. O dado consta do Relatório de Produção e Vendas do 3T26, divulgado pela estatal na quarta-feira (28), que também aponta julho como o melhor mês já registrado, com 792 mil barris por dia.
O recorde, porém, não dispensou o diesel de fora. No mesmo período, a companhia importou 110 mil barris por dia do combustível, contra apenas 18 mil no trimestre anterior, um salto de 518%.
Refinarias no limite e demanda em alta
As refinarias da Petrobras operaram com Fator de Utilização Total (FUT) de 99% entre julho e setembro, 5 pontos percentuais acima do mesmo trimestre de 2025. A produção de diesel cresceu 0,7% sobre o segundo trimestre e 6,7% na comparação anual, e no acumulado de nove meses a alta chega a 8,9%.
Segundo o relatório, a estatal priorizou o diesel em algumas unidades “diante do cenário internacional”. O efeito colateral foi a queda de 19,3% na produção de querosene de aviação frente ao trimestre anterior.
Do lado do consumo, as vendas de diesel da Petrobras no mercado interno somaram 849 mil barris por dia, avanço de 14,4% sobre o segundo trimestre e de 4,9% sobre o terceiro trimestre de 2025. A empresa atribui o aumento ao plantio da safra de verão e à maior atividade industrial, fatores que costumam puxar o consumo nessa época do ano.
Por que a importação disparou
A comparação trimestral é inflada por uma base muito baixa. No segundo trimestre, as importações de derivados da Petrobras ficaram no menor nível histórico, e a própria empresa cita a demanda sazonal por diesel e QAV para explicar a retomada das compras externas.
Frente ao terceiro trimestre de 2025, as importações de diesel da estatal caíram 8,8%, de 121 mil para 110 mil barris por dia. No acumulado do ano, a média é de 59 mil barris diários, 42,4% abaixo dos nove primeiros meses de 2025, o que a companhia associa ao aumento da produção própria.
O relatório não trata da política de preços. Segundo o portal Metrópoles, o recorde veio em um momento em que a diferença entre os preços praticados pela Petrobras e as cotações internacionais aumentou.
O que muda para a transportadora
Com refinarias operando perto de 100% da capacidade, qualquer aumento de consumo no país tende a ser coberto por importação, que acompanha a cotação internacional. Para quem roda com frota própria, isso significa que o preço na bomba continua sensível ao mercado externo e às decisões de governo, como a renovação da subvenção de R$ 2,12 por litro anunciada para novembro.
O quadro reforça a importância de ter cláusula de reajuste por combustível nos contratos de frete e de acompanhar o consumo por veículo de perto. O guia sobre como repassar a alta do diesel ao frete e o material de gestão de combustível na frota ajudam a preparar a operação para o fim de ano, quando a safra mantém a demanda aquecida.
Fonte: Agência Petrobras e Relatório de Produção e Vendas 3T26 da Petrobras, com informações de Metrópoles.


